Comparando tecnologias de geolocalização

Não existe uma tecnologia de geolocalização universal. Na verdade, o mercado oferece opções para todos os gostos. Cada uma conta com características, limitações e vantagens únicas. Por isso, criamos esse artigo para lhe ajudar a tomar a melhor decisão para o seu negócio. Preparado? Vamos lá!

Continue lendo para aprender sobre:

  • Contexto de geolocalização;
  • Formas de coleta de dados de localização;
  • Aplicações da geolocalização;
  • Privacidade & geolocalização;


Tecnologias de geolocalização: separando o joio do trigo

Há várias tecnologias de geolocalização presentes no mercado. Apesar de fazerem parte de um mesmo conjunto, elas se diferenciam umas das outras tanto pela forma que coletam os dados quanto pela maneira que interpretam os dados gerados pelos smartphones, ou seja, o contexto do público-alvo.

O dado de geolocalização, isoladamente, não diz muita coisa. O que agrega valor aos negócios é o contexto: a interpretação do que aquele ponto no mapa significa. Qual é o sentido de saber que 40% do seu público frequenta academias, por exemplo? O contexto do dado diz que essa fatia representa pessoas que se preocupam com a prática de exercícios físicos e, consequentemente, se interessariam por produtos que promovem qualidade de vida, por exemplo.

Formas de coleta

  • aGPS

    Um ponto decisivo na hora de analisar uma tecnologia de geolocalização é a técnica de coleta dos dados. As tecnologias mais comuns usam o chip de GPS dos smartphones e o associa a outros dados como os sinais de rede WiFi para identificar onde os aparelhos estão. A técnica mais conhecida dessa modalidade se chama aGPS (assisted GPS).

    Assim como qualquer outra tecnologia baseada no GPS, pode sofrer com limitações de precisão em ambientes com interferências e obstáculos à comunicação dos smartphones com os satélites do GPS. Por isso, nesses momentos, esta tecnologia recorre a outros sensores para compensar quando o GPS vai mal.

  • Sinal das torres de celular

    Outra técnica bastante usada é o uso de dados do sinal de torres de celular para calcular a geolocalização aproximada de um dispositivo. Aqui, o ponto fraco é a imprecisão, visto que ela depende da força do sinal, da distância e do número de torres no local, além de também estar sujeito a interferências.

    Nesse contexto, a imprecisão se torna um calcanhar de Aquiles porque prejudica a aplicação dos dados de geolocalização gerados, já que eles não geram um panorama confiável sobre o contexto do consumidor.

    No entanto, a solução pode ser considerada válida para iniciativas em que se busca entender a cidade em que a audiência está, sem mais detalhamentos.

  • Geolocalização

    Existem várias tecnologias de geolocalização. A que usamos aqui na In Loco se diferencia das outras porque ela combina diferentes técnicas de geolocalização com uma base que cataloga milhões de lugares do mundo real. Assim, conseguimos gerar informações valiosas sobre o contexto do consumidor.

    Nossa base conta com 25 milhões de locais mapeados no mundo que, aliados à tecnologia de geolocalização mobile que preza pela privacidade do usuários, conseguimos diferenciar quando os dispositivos estão em restaurantes, lojas de roupas ou academias, por exemplo.

    Ao se apoiar em uma gama maior de informações, nossa tecnologia é menos suscetível ao erro.


Aplicando as tecnologias de geolocalização

De acordo com a Environmental Protection Agency (EPA), as pessoas passam cerca de 87% do tempo em ambientes fechados - repletos de interferência. O dado faz todo sentido. A maioria das pessoas acorda diariamente em casa, vai trabalhar em um escritório, visita um shopping center, … A maioria dessas atividades, tão comuns no nosso dia a dia, acontecem em ambientes fechados. Por isso, para que a tecnologia de geolocalização seja útil, é preciso que ela funcione em locais fechados.

Os dados de geolocalização são úteis para diversos segmentos, mas vamos destacar dois: o varejo físico e serviços do mundo físico que operam a partir de aplicativos (exemplo: delivery de comida). Apesar de distintos, os dois nichos estão intimamente ligados com a vida real.

Varejo Físico

Mesmo com o crescimento do e-commerce, 90% das compras em todo o mundo ainda são fechadas offline. No entanto, o leque de dados sobre o consumidor nas lojas físicas ainda é enxuto. Antes dos dados de geolocalização, os varejistas só dispunham de ferramentas como pesquisas e dados demográficos para entender o contexto do consumidor no mundo off.

Por outro lado, quando o assunto é o comportamento digital, há toneladas de informações que podem ser consultadas - redes sociais, cookies e buscas no Google são apenas alguns exemplos.

Ou seja: até pouco tempo atrás, o mercado sofria com uma cegueira sobre como as pessoas se comportam quando não estão olhando para alguma tela.

Mas com o advento do combo smartphones + internet móvel, a última fronteira que separava as experiências on e offline foi derrubada. Agora, nossos smartphones nos acompanham em todos os lugares e, consequentemente, se tornaram ferramentas poderosas para gerar dados sobre como otimizar a nossa experiência dentro da loja.

Por isso, a tecnologia de geolocalização aplicada ao mobile se tornou uma baita parceira do varejo físico. Com ela, é possível analisar o comportamento do público-alvo no mundo offline e analisar o seu contexto, assim, servindo de base para a criação de estratégias de negócio, publicidade, marketing, … As possibilidades são praticamente infinitas.

Aplicativos

A cada dia, o volume de aplicativos disponível para download cresce mais. Serviços de entrega, de transporte, grandes varejistas e até bancos estão voltando seus olhos para esse nicho. Afinal, as marcas devem estar onde o consumidor está, não é mesmo?

Mas a concorrência é acirrada. Além do volume massivo de aplicativos, a realidade é que as pessoas gastam a maior parte do tempo nos mesmos aplicativos: redes sociais, e-mails, plataformas de mensagens, etc. É neste ponto que os aplicativos encaram o seu maior desafio: como fidelizar a base de usuários? A tecnologia de geolocalização também pode ajudar nesse caso, caro leitor.

Assim como no caso do varejo, entender a forma que a audiência se comporta na vida real faz toda a diferença. Com a tecnologia de geolocalização, os serviços de entrega e de transporte, por exemplo, conseguem saber em qual momento faz sentido enviar uma notificação push para o usuário.

Ao usar a inteligência da tecnologia de geolocalização para filtrar os melhores momentos para ativar a audiência, os aplicativos podem evitar situações chatas como o envio de notificações push de um app de delivery enquanto o consumidor está dentro de um restaurante.

A filtragem também proporciona a identificação de oportunidades. Um app de táxi pode enviar uma notificação para os usuários que estiverem dentro de locais como aeroportos, bares e outros lugares que façam sentido pedir um serviço de transporte a partir do smartphone.

Já os varejistas com aplicativos próprios podem usar a tecnologia de geolocalização para entender quais são os locais mais frequentados pelo público para otimizar a sua estratégia de fidelização e aquisição de novos prospects. É possível, por exemplo, enviar notificações para consumidores no momento em que eles estiverem dentro de uma das lojas da rede ou até mesmo em lojas da concorrência.

E a privacidade do usuário?

Se engana quem pensa que tecnologia de geolocalização é sinônimo de ameaça à privacidade das pessoas. Alguns grandes players do mercado estão, de fato, envolvidos em escândalos de invasão de privacidade, mas a postura está se provando insustentável a cada dia.


Por isso, um dos pontos fundamentais na hora de avaliar a qualidade de uma tecnologia de geolocalização é a maneira que o tópico privacidade é abordado na prática. Por isso, antes de contratar qualquer serviço, sempre questione se a empresa coleta informações pessoais como nome, telefone, e-mail, RG ou CPF do usuário. Pelo fato da geolocalização ser um dado sensível, não é recomendável cruzá-lo com qualquer outra informação pessoal, já que facilita a identificação da pessoa.

No entanto, se a tecnologia se baseia em um modelo de anonimização de dados, onde são aplicadas técnicas para dissociar o dado do indivíduo, ela se torna uma boa opção, já que gera valor para o negócio respeitando a privacidade das pessoas.


[Checklist] Quais pontos agregam qualidade a uma tecnologia de geolocalização?

  • À prova de interferências: se baseia em um conjunto mais amplo de sinais do smartphone;
  • Traz contexto sobre o comportamento do consumidor: é precisa o bastante para validar os locais que o público-alvo visita;
  • Conta com um sistema de anonimização das informações;
  • Protege a privacidade do usuário: tem um modelo de coleta baseado na anomização dos dados.

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